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quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Giros da Alma


Os Giros da Alma



MODO PRÁTICO E EFICAZ DE A ALMA ENTRAR NO DIVINO VAI E GIRAR EM TODAS AS OBRAS DE DEUS, SOLICITANDO A BREVE AVENTURA DO REINO DIVINO NA TERRA.





Com os giros da alma na vontade divina, damos a Deus a glória que devemos dar como verdadeiros filhos ao Pai. 

Primeiro, entramos em contato com os atributos divinos que o próprio Deus colocou em toda a criação, com a especialidade de amor que Ele nos dá em tudo, com o reflexo de sua presença mais santa que suas criaturas possuem. Então, damos a Deus o mesmo amor que recebemos Dele em suas obras;
É o melhor que podemos dar ao nosso bom Deus: seu mesmo amor, seu poder, sua bondade. E só há uma maneira de alcançá-lo: entre no reino da eternidade, isto é, na Vontade Divina.
Os Giros da Alma são compostos de atos de amor, louvor, adoração, glorificação, bênção, gratidão, reparação, reconhecimento do nosso bom Deus. Quanto mais você gira, mais o amor, a luz, a vida de Deus dentro de você é ampliada; e, por outro lado, a vontade humana, que nos induz a fazer atos humanos, enfraquece.
Se, com a oração do Pai Nosso, pedimos o Reino de Deus, o Reino da Vontade Divina, com os Giros da Alma, aprenderemos a viver neste Reino aqui na Terra, como se vive no Céu. Fazendo os giros, juntamos ao FIAT de criação e redenção através da unidade da vida com o FIAT santificador, a expressão máxima do derramamento do Espírito Santo na alma.

Começamos os Giros elevando a alma para os braços do Criador, e já em seu Divino Seio nos juntamos a Ele e o seguimos em todos os atos que Ele fez na Criação. Aqui encontramos o nosso princípio eterno. Estamos instantaneamente conscientes de que Deus estava criando todas as coisas, e recebemos Dele, como um depósito, todo o amor divino que trouxe de seu Seio através do Todo-Poderoso Fiat, e, em vez disso, oferecemos a Ele glória, adoração, amor. Passamos todos os séculos para abraçar todos os homens e suprir cada um deles. Da mesma forma, realizamos os atos de Maria Santíssima e os entregamos a Deus como se eles nos pertencessem. Passamos imediatamente a todos os atos que Jesus fez em sua vida, e a cada um deles damos a respectiva correspondência com um ato divino de amor, gratidão, louvor.

Em suma, amamos a Deus com amor divino por tudo e em tudo, para glorificá-lo plenamente e dar-lhe a total soberania de nossos corações.




Oração


" Doce Jesus meu, fazer estes giros transforma a minha alma imersa em sua Vontade Divina, no poder do amor do Espírito Santo, para dar ao Pai no Céu todo o amor, adoração, louvor, glória, bênção, gratitude, reparação e reconhecimento que devemos dar a todos os seus filhos nas obras de Criação, Redenção e Santificação. Meu Bom Jesus, nos voltemos na companhia de Maria Santíssima, dos santos e anjos do Céu, das gerações humanas de todos os tempos, especialmente daqueles que viveram e vivem na Vontade Divina. Meu Senhor, me transforme em você, me faça um(a) contigo: uma vontade, um amor, uma vida. Amém "


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GIROS DA ALMA
Fiat !!
 

Primeira Hora

A alma segue a Divina Vontade em todos os seus atos para lhe fazer companhia e receber sua Vida Divina. Segue-a na criação do Céu e do Sol. 


Jesus, minha vida, palpitar do meu pobre coração, respiro da minha pequena alma, centro de minha inteligência, minha pequenez se abisma e se perde em Ti. Como uma criança pequena que não sabe dar um passo, a ti me aproximo, seguro me a tua mão e junto a Ti entro na luz interminável do teu Divino Querer.
Eis que o Pai Celestial já pronuncia o primeiro Fiat, e faz sair tanta luz que seus limites não podem ser descobertos. Meu Jesus, faz com que minha alma receba toda a virtude, a potência, a santidade e a luz do teu adorável Fiat, a fim de que não sinta em mim nada mais do que sua Vida, e assim enriquecida com sua Vida, poderei abraçar tudo, suprir por todos e possa atraí-lo à terra, para que Ele volte a reinar triunfante no meio das criaturas. Deixa então, meu Amor, que eu gire em teu Querer, para seguir todos os teus atos. Oh! Como é belo contemplar a Majestade Suprema, que com um só Fiat estende o céu azul com milhões de estrelas resplandecentes de luz, pronuncia outro Fiat e cria o sol, pronuncia mais um e cria o vento, o ar, o mar e todos os elementos juntos, com tal ordem e harmonia que arrebata a alma! Meu Jesus, meu Bem, eu quero fazer meu todo o amor que teve teu Fiat Divino ao criar o céu abarrotado de estrelas, para que eu possa distender meu céu de amor em teu Fiat Onipotente; e assim, revestindo todo o céu com meu amor, quero dar a minha voz a cada estrela, a fim de que cada uma delas repita comigo: "Jesus, te amo, venha logo o teu reino à terra. Seja dada glória perene a teu Querer Divino, eu adoro e louvo tua firmeza divina e teu Ser inquebrantável, a fim de que faça as criaturas firmes no bem e as disponham a receber o reino de tua Vontade!" Meu Amor, continuo meu giro e vou ao Sol. Considero o instante no qual teu Fiat fez sair tanta luz do Seio da Divindade que formou o globo solar, aquele astro que deveria abraçar a terra com todos os seus habitantes, para dar a cada um deles teu beijo de luz e de amor, mediante o qual tudo devia tornar-se belo, fecundado, colorido, enriquecido e adornado. Este sol, teu Fiat o fez sair de teu Seio por amor a mim, por isso, quero receber em mim toda sua luz, seu calor, e todos seus efeitos, e assim poder oferecer-te, também eu, meu sol, para louvar, glorificar e bendizer, através dele, a luz eterna, teu amor inextinguível, tua beleza, tua infinita doçura, teus inumeráveis gostos. Sim, oh! Jesus! Eu quero te abraçar com a mesma luz do sol, quero te dar meus ardentes beijos com seu calor, quero animar com minha voz todo o seu resplendor e todos os seus efeitos para te pedir, desde o alto de sua esfera, até embaixo, lá onde descendem seus raios, o reino de teu Fiat. Não sentes, meu Amor, que tua vontade quis rasgar os véus da luz para descer e reinar no meio das criaturas? E eu, sobre as asas da luminosidade do sol, venho pedir-te que nos envies logo o reino de teu Fiat. Do centro deste sol te peço que faças descer teu esplendor no coração dos homens para ilumina-los com tua graça, e lhes conceda teu amor para queimar neles tudo o que não pertence ao teu Querer. Ah, Sim! Se tua luz desce a eles, se refletirá neles a beleza divina, terminarão as iras, as amarguras, todos irão adquirir tua doçura, e assim, a face da terra será renovada! Como sou feliz, minha Vida, de poder te dizer: “Sol me tens dado, sol eu te dou! ” Tenho um astro em meu poder que te pede o reino de teu Fiat. Podes Tu, resistir a tanta luz que te roga? Por, isso, oh, Jesus, apressa-te, logo, o faze-o já. Este sol é o teu relator divino, portanto, faz, oh meu Amor, que sua luz revele com seu toque, a todas as criaturas, o reino de teu Fiat, sua santidade, e seu ardente desejo de vê-las penetrar em Si mesmo para torná-las felizes e santas. Amém Fiat!


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Segunda Hora



A alma segue a Vontade Divina na criação do mar e do vento


Jesus, minha vida, teu Fiat me incita a girar e encontro-me no mar.
Mas, o que ouço? Ouço um murmúrio contínuo, símbolo de teu movimento eterno que jamais se detém, e eis que entro nesse movimento eterno e divino para fazer meu esse movimento incessante que faz tudo e dá a vida a todos, para dar-te tudo e para pedir-te por todos, o reino de teu Querer.
Estas vendo, oh Jesus? Em teu Fiat estou no teu movimento incessante, o qual me leva ao céu e me faz descer ao abismo do oceano, de tal modo, que onde quer que eu descubra um movimento, uma vida, um murmúrio, faço sair meu grito incessante: "Te amo, te adoro, te agradeço, te bendigo, te glorifico"; e revestindo, com minha voz, o murmúrio do mar, o agitar dos peixes, das ondas, ora tumultuosas, ora pacíficas, te peço com insistência o reino de teu Fiat.
Não escutas, oh Jesus, como todas as gotas da água, com seu murmúrio, dizem “Fiat, Fiat, Fiat”? Como as ondas, com seu rugir parecem que querem abrir o seio do mar, para fazer sair tua Vontade que as domina, e encerrar dentro de si todas as criaturas, para que todas façam reinar em si mesmas o teu Fiat Divino?
Nesse mar eu venho a exaltar e amar, em seu murmúrio, o teu movimento incessante; em suas ondas 
altíssimas a tua fortaleza e a tua justiça; 
nas águas cristalinas a tua pureza que não conhece mancha; no mar toda a tua graça e imensidade que tudo envolve e encerra, e te rogo, que faças ao homem: justo, forte, puro, que ele viva escondido
e envolto em tua Santíssima Vontade, a fim de que possa correr em teu mesmo movimento, de onde ele saiu.
Minha vida, Jesus, giro agora no vento, para amar, louvar, exaltar,bendizer o império da tua Vontade nele,seu refrigério, a sua violência e impetuosidade que lança por terra, que eleva e arrebata o que encontra; agora parece que geme, agora parece que grita, que fala, simbolizando o amor do Querer 
Divino que geme no vento porque quer ser reconhecido, e não se vendo escutado, geme, fala com 
vozes misteriosas, porque quer reinar e porque exige seu próprio domínio no meio das criaturas. Quantas belas qualidades divinas escondem os véus do vento!
Por isso te peço que, com o império de teu Querer Supremo, venha teu reino no meio das criaturas e que domine sobre elas, de maneira que nenhuma lhe possa resistir jamais. Incentiva-as com sua frescura, faz uso de sua violência e impetuosidade para aterrar nelas o querer humano, e levantá-las e raptá-las em ti.
Faz escutar a todos teus gemidos contínuos, que queres reinar no meio deles, e se não te sentes escutado, grita, fala forte, com tuas vozes misteriosas de tua Vontade, a fim de que ensurdecidos por elas, todos se rendam e reconheçam somente a tua Santa Vontade.
E eu, meu Amor, quero correr sobre as asas do vento para te pedir, através delas, que venha o reino de teu Fiat; e, em cada uma de suas ondas, quero levar a todos os beijos, as carícias, os abraços de teu querer divino. Afim de que venha a paz, e o homem volte à ordem da criação, por Deus estabelecida. Amém Fiat!

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Terceira Hora


A alma segue a Vontade Divina girando sobre todos
a terra e admirando todas as coisas criadas.

Meu Jesus, meu coração, toda a criação está repleta de tua adorável Vontade e seus atos são inumeráveis em todas as coisas criadas. Por isso, para poder encontrá-lo mais facilmente, disponho-me a passear pelo universo inteiro. Giro no ar e nele imprimo meu "eu te amo", para te pedir que as criaturas, respirando, absorvam com o ar a Vida de teu Querer, que nele reina. Quero bendizer, glorificar e selar meu " eu te amo" na ordem e na harmonia de toda a criação. Quero sobrevoar por toda a terra e imprimir meu " te amo " sobre a pequena erva, sobre as plantinhas, sobre todas as flores, sobre as árvores mais altas, sobre os cumes dos montes e nos mais obscuros abismos, e assim, pedir te, em todo lugar, que venha o teu Reino.  Quero animar tudo, dar minha voz a todos, a fim de que todos digam: "Venha teu querer para reinar na terra". Escuta, oh Jesus, eu imprimo meu "eu te amo" no passarinho que canta, trina e gorjeia, e, junto com ele, peço-te o Reino de teu Fiat. Selo meu "eu te amo" no balido do cordeirinho, no arrulhar da rolinha, e te peço, com seus balidos e com seus arrulhos, o Reino de teu FIAT; não existe ser algum que eu não queira revestir e assim poder, com todos e sem descanso, repetir meu estribilho: “¡ADVENIAT REGNUM TUUM! ” que significa (Venha o teu Reino!).  Quero, meu Jesus, penetrar até o centro da terra e ali colocar meu coração para que, em cada batida eu te ame por todos, dê amor a todos, abrace a todos, grite desde o centro da terra: "Venha teu Reino e domine e triunfe tua Vontade" sobre nós! Amém Fiat!


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Quarta hora


A alma é transportada para o Éden e se junta à festa de Deus na criação do homem.


Jesus, minha vida, sinto que teu amor me atrai até Ti, que teu Querer a Ti me chama, porque quer que eu esteja presente em todos seus atos. Parece-me que Tu não estás contente se não assisto a todas as obras de tua Vontade, e mesmo que eu não saiba fazer nada, te contentas que eu permaneça como 
espectador e repita meu estribilho: "Eu Te amo, te adoro, te bendigo, te agradeço". Eis-me aqui no Éden:  te contemplo, meu amor, enquanto com o Pai e com o Espírito Santo estás formando tua amada joia, tua obra prima, a bela estátua do homem. Com quanto amor a formas, quanta beleza lhe infundes, de quantas nuanças divinas a revestes! Enquanto estás plasmando-a, frequentemente te deténs para olha-la, admirá-la e entusiasmado dizes: " Que bela é minha estátua!" Teu amor palpita forte até transbordar-se, e não o podendo conter mais, dando-lhe teu hálito lhe doas a vida e a tua semelhança, e assim crias o homem. Tu o enches de teu amor, até lhe fazer formar seus próprios mares de amor para amar seu Criador. O amor criado se lança com suas altas ondas no amor criador, e entre o Criador e a criatura se desenvolve uma ardente competição. Oh, Jesus, também meu amor se estremece neste ato tão solene da criação do homem! Ouço que tua voz criadora diz: "Que bela é minha criatura!" O eco de seu amor me alegra e me fere, sua voz ressoa, doce e melodiosa ao meu ouvido, ternos e fortes são os abraços que ela me dá. Oh, como gozo por ter lhe dado a vida, ela será minha satisfação e alegria!". Minha vida, eu também quero receber teu hálito criador; eu também anseio te amar e te adorar com aquela mesma perfeição e santidade com a qual te amou e te adorou meu primeiro pai Adão. Mesmo sendo uma criatura indigna, quero receber também teus mares de amor de luz, para poder formar tu também ondas altíssimas, que chegando até Ti, me coloquem em competição com meu Criador. Sim, dou-te amor para receber outros mares de amor, e com minhas ondas de amor te peço que venha teu Reino e que teu Fiat seja conhecido. Oh Jesus, entro agora na unidade de tua Vontade, a fim de que minha vontade seja uma com a tua, um o amor. 
Nessa unidade que tudo abraça, minha voz ressoe no céu, abrace toda a criação, penetre nos profundos abismos e diga e grite: "Venha o Reino de teu querer Divino, faça-se tua vontade assim na terra como no Céu!" Eu faço minha a santidade, a glória, a adoração, o agradecimento, os pensamentos, os olhares, as palavras, as obras, os passos de Adão inocente para te oferecer a repetição de atos, e Tu, vendo em mim tua Divina Vontade operante, concede-me, te peço, que venha teu Reino. No Éden era sempre festa entre o Criador e a criatura, o homem havia se tornado o entretenimento divino, a alegria, a felicidade mais estimada pelo Pai Celestial. Com a posse da Divina Vontade na qual vivia, a criatura gozava o primado sobre o universo, tudo era ordem e harmonia, o céu, as estrelas, o sol, o mar se sentiam honrados de servir e obedecer a seus sinais. Adão era o sorriso, a alegria de toda a Criação; cada coisa lhe recordava seu Criador, e Deus 
era todo atento sobre ele, para que nada faltasse a plenitude de sua felicidade. Em efeito, vendo-o só, e com a finalidade duplicar a sua felicidade, o fez dormir entre seus braços, e durante o profundo êxtase lhe tirou uma costela, e com ela formou a mulher que lhe deu por companhia. Oh, como nossa primeira mãe Eva, ficando ela também na unidade da Divina Vontade, competiu com Adão em lançar as ondas sublimes de amor Àquele que lhe havia dado a vida! Meu Jesus, na unidade de teu Divino Querer mergulho, também eu, a minha pobre alma; não sairei jamais dessas gigantescas ondas de amor com as quais nossos primeiros pais amaram e glorificaram a tua majestade adorável, e delas emitirei continuamente meu grito: " Venha teu Reino, que tua Vontade seja conhecida e cumprida em todo lugar!" Amém Fiat!

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Quinta Hora


A alma assiste à queda de Adão no Éden e à dor
divino, e tenta reparar com o mesmo amor.



Meu Amor, a potência da unidade de tua Vontade Divina uniu em um só ato, o ato do Criador com os atos das primeiras criaturas, e assim, colocou em comum com elas todos os seus bens, todos os seus gozos. Oh, meu Jesus, também eu quero começar novamente minha vida nesta unidade de teu Querer juntos com meus primeiros pais; ali quero estabelecer minha morada, ali quero encontrar para sempre minha alegria, minha felicidade. Mas, ai de mim! Eis que, para sua grande desventura, Adão e Eva saíram de tua Vontade para fazer sua própria vontade e, do mais alto grau de todas as felicidades, precipitaram-se no abismo de todas as misérias. Céu e terra foram sacudidos vendo que as mais belas criaturas rebelaram-se à Vontade de seu Criador; toda a criação estremeceu-se, e Tu mesmo, adorável Majestade, sentiste tal dor, que te envolveste com o manto da justiça contra eles. Para consolar teu coração, eis aqui, minha vida, Jesus, que eu formo minha estável morada em teu Divino Querer, jamais quero sair dele; e isto para reconquistar, ao menos em parte, os imensos benefícios que tuas primeiras criaturas perderam, para eliminar a mancha de desonra que se imprimiu sobre suas frontes. E para que as alegrias e as felicidades que te davam meus primeiros pais, nos primeiros tempos de sua criação, possam continuar, eu quero pôr meu beijo e minha incessante reparação naquela dor que te cobriu com o manto da justiça. Quero tirar o manto de ira e tristeza para poder te contemplar revestido com o manto da paz. Ah, oh Jesus, faz com que os primeiros tempos da criação retornem e se renovem as festas, as alegrias, os entretenimentos entre Tu e as criaturas, mediante o advento do Reino de tua Vontade Divina!Amém Fiat!

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Sexta Hora


A alma continua seu reparo. Visita os principais
Personagens do Antigo Testamento e suspira pela Redenção.



Meu Jesus, minha vida, não te deixarei sozinho na tua dor, não sairei jamais do teu Querer; prometo solenemente não querer fazer, nunca mais, a minha vontade, ainda mais, ato-a aos pés de teu trono para que não possa mais conhecê-la. Ela te oferecerá profunda e contínua reparação pela rebelião que Adão e Eva opuseram a tua adorável Vontade, e no mesmo instante, eu mesma, uniformando-me totalmente ao teu Querer, que é o único que quero reconhecer, identificar-me-ei Contigo. 
Minha dulcíssima vida, pelo triunfo do teu Divino Querer, eu quero imprimir sobre cada um dos pensamentos, começando desde o primeiro que Adão formulou, até o último das criaturas sobre a terra, meu "te amo", minha reparação, a glória que se deve, e assim, pedir-te em nome de cada um deles o reino de tua Vontade. Concede, oh meu Senhor, que todas as inteligências compreendam o que significa cumprir a Vontade de Deus, e que todas as façam reinar e dominar! 
Quero selar cada um dos olhares das criaturas, cada uma de suas palavras, com meu "te amo", com a minha reparação, e com o anseio que tenho por teu reino. Em cada obra, por cada passo e batida do coração dos homens, eu quero repetir: Eu te amo e te reparo por todos os pecados que que se cometem; venha, venha ao mundo o reino de teu Fiat Divino!  Permanecendo na tua Divina Vontade, quero suprir a toda a glória, a todo o amor que deveriam ter-te dado as criaturas se tivessem vivido todas em teu Querer, e em nome delas pedir-te-ei o teu reino. 
Oh Jesus, visito agora os principais personagens do Antigo Testamento, e medito neles os prodígios de tua Divina Vontade. 
Antes de tudo, imprimo meu "eu te amo" sobre o sacrifício de Abraão e na obediência de Isaac, para implorar por meio deles o reino de teu Querer Divino. Imprimo meu "eu te amo" sobre a dor de Jacó, na tristeza e glória de José, e por eles, te peço teu reino.  Coloco meu "eu te amo" sobre a potência dos milagres de Moisés, sobre a força de Sansão, sobre a santidade de Davi, na paciência de Jó; e por todos estes flashes que tua Vontade lançou, peço-te que reine teu Querer Divino. 
Observa, meu Amor, como vou rastreando através dos séculos os atos de tua Vontade em todas as criaturas, para pedir-te, por meio delas, que teu Fiat seja conhecido, amado e querido por todos! 
Minha vida, Jesus, vejo que teu amável Querer Divino se aproxima sempre mais das criaturas, e lançando teus flashes de luz, iluminas os profetas e revela-lhes tua vinda à terra, indicando o tempo, o lugar e as circunstâncias que a acompanharão. 
Oh Jesus, sobrevoando em cada um dos profetas, e sobre cada revelação que tu fazes, revisto a tudo e a todos com meu "eu te amo, te bendigo, te agradeço", e te peço reino de teu Querer. 
Cada promessa que fizeste, cada revelação que manifestastes sobre tua vinda sobre a terra, foi um compromisso que fizestes; por isso, ao reino de tua Redenção vinha ligado também àquele da tua vontade. Por que, então, meu Amor, não te apressas? Tu não sabes fazer obras a metade, nem dar tuas riquezas somente em parte, por isso, apressa-te. 
Se através de tua Redenção nos doastes a metade de teus bens, completa agora tua obra: Faz que tua Vontade impere e domine no meio das criaturas! Amém Fiat!

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Sétima hora



A alma mergulha nos mares de luz e santidade da Mãe Celestial, e junto com Ela pede que o Reino da Divina venha à Terra.



 Trindade Santíssima, Pai, Filho e Espírito Santo, em mim sinto vosso Amor transbordante; vejo com grande gozo que, já estás despojando-os de vosso manto de Justiça e preparando-os a uma nova festa, tal vez maior do que aquela que gozastes na criação do homem; fazeis sair mares de Potência, de Sabedoria, de Amor e de Beleza indescritíveis. E juntando todos esses oceanos, chamais deles à vida, em virtude de vossa Palavra Onipotente, à Pequena Rainha e a criais assim tão pura, sem mancha e tão rica em beleza até extasiar a vossa mesma Divindade.   À Conceição dessa Imaculada Rainha, abriram-se as festas entre o Céu e a terra, e toda a criação se regozijou e festejou sua Soberana. Também eu, prostro-me diante Daquela que é objeto das complacências do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e convido o Céu, o sol, o vento, a toda a criação, aos anjos e a cada ser humano para entoar hinos comigo à Pequena Rainha, apenas concebida, e a reconhecê-la como Senhora, como Mãe e como a mais bem aventurada entre todas as criaturas.   Olha, minha Mãe: cada um dirige a ti seu coração, seus olhares; nossa sorte está em tuas mãos, por isso, nesse primeiro ato de tua Conceição, demos todos juntos um assalto a nosso Pai Celestial, e gritemos: "Venha o Reino de tua Divina Vontade à terra!". 
Mãe Santa, apresenta-nos a teu Deus e Ele sentir-se-á vencido vendo que todas as criaturas, estreitadas em torno a ti, dizem junto Contigo: “Venha o Reino de teu FIAT Divino!" 
Sim, oh Divinas Pessoas, Vós não fazeis outra coisa que derramar continuamente Amor sobre a recém concebida Rainha, nem cessais de conceder-lhe novas graças para fazer seus mares sempre mais extensos, intermináveis. 
Nessa Criatura Celestial, Tu vês Àquela que tudo deve dar, que os deve reparar por tudo; Àquela que os deve restituir completamente a toda a glória da Criação, por isso, imediatamente manifestas a Ela a história do homem caído, vossa dor e vossa adorável Vontade rechaçada pelas criaturas. E, enquanto lhe confias tudo, Ela generosamente, faze-os dom de sua própria vontade e jura não querer reconhecê-la. 
Submergindo-se, então, em vosso FIAT, Ela o toma por sua própria vida, dá-lhe o domínio sobre Si mesma e, deste modo, forma na sua alma o Reino do Divino Querer. 
Eis que já escuto ressoar seu contínuo estribilho: “Venha o Reino da Redenção, venha o Verbo à terra, venha a Paz entre o Criador e a criatura. Pai Eterno, não descerei de vosso seio se não me concedeis o que peço!" Eu também, oh Pai Celestial, repetirei, junto com minha pequena Rainha, meu acostumado estribilho: "Venha o Reino da Divina Vontade! 
Longe de separar-me de teu colo paterno, estreitar-me-ei a ti com meus braços, de modo que Tu me assegures que a Divina Vontade não será somente conhecida e amada pelos homens, mas que reinará sobre eles com um triunfo completo.


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Oitava Hora



A alma continua com a Mãe Rainha pedindo ao Pai Celestial
que a Divina Vontade seja conhecida por todos e que venha o seu Reino.


Jesus, minha dulcíssima vida, peço-te que leves minha pequena alma, em união com minha Mãe Rainha, ao colo de nosso Pai Celestial; e aí, eu vou implorar, chorar, suspirar e suplicar que venha o Reino de teu FIAT Divino. 
Com meu sorriso de amor, com meus afetuosos beijos, com a mesma força arrebatadora de teu Querer, suplicarei ao Pai Eterno para que me conceda o seu Reino sobre a terra. E Tu, Mãe Santa, toma pelas mãos tua pequena filha e faz-me submergir no mar de teu amor, para que, com teu mesmo Amor, possa eu, com maior eficácia, pedir que venha o Reino do FIAT divino. 
Com meus sorrisos de amor, com meus beijos afetuosos, com a mesma força raptora de teu Querer, suplicarei ao Pai Eterno que me conceda Teu Reino sobre a terra. 
E tu, Santíssima Mãe, dá tua mão a esta pequena filha, e faz-me navegar no mar de teu amor, para que, com teu mesmo amor, possa eu mais facilmente pedir que venha o Reino de teu Fiat Divino. 
Faço minha tua adoração ao meu Criador; faço minhas tuas orações, tuas suplicas e teus suspiros, para pedir, por teus méritos, o Reino do Fiat Divino. 
Minha Mãe Rainha, ajuda-me Tu mesma, a colocar no mar de tuas penas, de tuas intensas dores, minhas pequenas contrariedades, meus sofrimentos, minhas privações e meus sacrifícios, para com eles poder pedir incessantemente que venha logo o Reino do Querer Divino e que a Divina Vontade desça entre as criaturas e, triunfante, reine e domine no meio delas. 
Minha Mãe, assim como Tu atraíste ao Verbo do Céu para fazê-lo descer à terra e encarnar-se em teu seio, assim faz mover o FIAT Supremo de sua sede Celestial, para que venha a reinar sobre a terra, em todas as criaturas. Amém Fiat!


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Nona Hora


A alma segue a Divina Vontade na conceição do Verbo. Faz companhia ao pequeno prisioneiro jesus no seio de sua mãe, acompanha-o e recebe-o em seu nascimento. 

Minha soberana Mãe, não quero ficar sem ti; a teus atos uno os meus para de todos formar um só, e para pedir junto Contigo a vinda do Reino do Divino Querer.  
Enquanto considero a Conceição do Verbo, oculto em teu seio materno meu continuo "te amo" e todas as minhas penas para dar uma ardente homenagem ao Filho de Deus.  E por aquele mesmo desmesurado amor que o fez descender do Céu na pequena prisão de teu seio, oferecendo-lhe todos os teus atos unidos aos meus, eu lhe peço que nos conceda logo o reino de sua Divina Vontade. 
Minha Mãe, quero me encerrar em ti para poder permanecer com meu pequeno Jesus, e para lhe fazer companhia na solidão que sofre. Quero contemplar todas as suas penas, para selar com meu "te amo, te bendigo e te agradeço" cada uma delas. 
Vejo que meu menino Jesus começa a sofrer tantas agonias e tantas mortes por quantos são os obstáculos que o homem opõe a Divina Vontade, e vejo que Tu, dulcíssima Mãe, quiseras tomar sobre si, de imediato, todas essas mortes para satisfazer a Suprema Vontade. 
Oh Jesus, sinto torturado o meu coração vendo-te agonizar ainda tão pequeno, por isso, meu terno menino, 
quero dar tantas vezes vida ao Fiat Divino na minha alma por quantas são as vezes que as criaturas o tenham rechaçado; e tantas outras vezes quero fazer morrer meu querer, por quantas são as vezes, nas quais, as criaturas, deram vida a sua própria vontade. 
Sim, eu quero fazer correr o fluxo de tua mesma Vontade Divina em tua pequena Humanidade, a fim de que, a agonia e a pena mortal que sofres seja menos esfoladora. 
Oh meu doce Amor, quantas penas sofres no seio da Virgem Maria! Nele Tu ficas imóvel, porque não te és dado mover nem um dedo, nem um pezinho, não tens nem sequer espaço para poder abrir teus belos olhos, nem o mais tênue raio de luz chega até ti; nesta estreita prisão não há, se não, profunda obscuridade. 
Por Isso, meu pequeno amado Jesus, quero levar a vida de tua Vontade ao estreito cárcere de tua primeira morada sobre a terra, para aclarar as 
trevas nas quais te encontras; quero imprimir meu beijo, meu "eu te amo", sobre teus ternos membros forçados à imobilidade, para te pedir, pelos méritos de teus mesmos sofrimentos, que teu Querer Divino tenha movimento nas criaturas, e mediante sua luz, coloque em fuga a noite do querer humano e forme o dia perene de teu Fiat. 
Meu amável menino, se não te deixas vencer por mim, agora que eres pequeno, pelo menos me diga, quando será que eu poderei conquistar o Reino de tua Divina Vontade? 
Não sabes, meu amado, que minha alma quer te vencer mediante teu mesmo amor e com a potência e firmeza do teu Fiat? 
Para obter meu intento, chamo em minha ajuda a todos os atos de tua Vontade Divina, chamo ao céu com o exército de suas estrelas ao redor de ti, chamo ao sol com a força de sua luz e de seu calor, ao vento com a impetuosidade de seu império, ao mar com suas impetuosas ondas, chamo toda a Criação, e animando cada coisa com minha voz, quero te pedir, em nome de todos, o Reino de teu Fiat Divino. 
Meu terno bebezinho, eu desejo que Tu, enquanto abres teus olhos à luz, te vejas circundado pelas multidões de tuas obras, cada uma das quais digam junto comigo: "eu te amo, te amo, te amo, te bendigo, te agradeço, te adoro!" Com todas elas quisera imprimir meu primeiro beijo sobre teus pequeninos lábios. 
Apenas nasceste, logo te refugiaste, tremendo, entre os braços da Mãe Celestial, e Ela te estreitou ao seu coração, beijou-te, acalentou-te, nutriu-te com seu leite e te acalmou o pranto. 
Também eu, pequeno Jesus, quero colocar-me nos braços de tua Mamãe, e sobre seu mesmo beijo, eu quero colocar o meu, quero fazer correr meu "eu te amo" em seu leite virginal para poder te nutrir com meu Amor; tudo o que Ela te fez, quero fazê-lo também eu. 
Meu amado menino, olha, não estou sozinha, comigo tenho tudo: tenho o sol para te aquecer e, para enxugar tuas lágrimas tenho todas as tuas obras. 
Gemes e soluças porque não te vês amado, mas eu, com meu "eu te amo", quero cantar-te uma canção de ninar que te faça sonhar, assim, será mais fácil obter de ti, quando despertes, o Reino de teu Fiat Divino. Amém Fiat!


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Décima Hora



A alma acompanha ao Menino Jesus nos braços de sua Mãe Celestial, na dor da circuncisão, e encerra todas as vontades humanas naquela dolorosa ferida. 


Meu terno bebezinho, meu "eu te amo, te bendigo, te agradeço", te segue por todas as partes para te pedir teu Fiat. Em cada batida do teu coração e em cada respiração, sobre tua língua, e na pupila de teus olhos, em todas as gotas de teu sangue, na tua pequena Humanidade, em cada um de teus santos pensamentos, eu quero imprimir meu " eu te amo" com meu beijo. 
Desejando que Tu encontres esse meu " eu te amo" no abraço que te dão a Mãe Celestial e São José, eu coloco-o entre seus braços. Quero que o sintas até na respiração dos animais que te esquentam e estão a teus pés em muda adoração. 
Meu gracioso bebezinho, para implorar o teu Fiat Divino eu submerjo meu "eu te amo" na dor que sofreste pelo cruel corte da circuncisão, em cada gota do primeiro sangue que derramaste, coloco-o nas lágrimas que te arrancou a violência da dor, e naquelas que verteram a Soberana Rainha e São José ao te ver sofrer.  
Aquele sangue, aquela dor, aquelas lágrimas, imploram, com voz forte, o triunfo do teu reino! 
Meu querido menino Jesus, estreitando-te ao meu coração para amenizar o sofrimento que te causa a dolorosa ferida, eu te suplico que encerres nela todas as vontades humanas, para conceder-nos, em troca, a Vida de teu Divino Querer. Amém Fiat!


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Décima Primeira Hora



A alma acompanha ao Menino Jesus que foge ao Egito; convida toda a Criação a mimá-lo, e com todos pede o reino da Divina Vontade. 


Meu amado menino, enquanto ainda te sangra a ferida da circuncisão, outra dor chega a ti de improviso: Um homem ímpio e tirano quer a tua morte, e por isso te vês forçado a fugir ao Egito para colocar-te a salvo. Esse episódio, não é talvez o símbolo da perfídia da vontade humana, a qual persegue tua Vontade Divina, porque não quer que Ela reine? 
Meu gracioso menino, eu quero fazer correr meu "te amo", meus afetuosos beijos, e também meu querer nesta tua intensa dor, para reconciliar a Vontade Divina e a humana, e, de ambas, fazer uma só. 
Para pedir teu Fiat, eu sigo incessantemente a minha Mãe que te leva entre seus braços. 
Enquanto Ela caminha quero te fazer ouvir o doce murmúrio de meu "eu te amo, te adoro, te bendigo, te agradeço", por isso, passo a passo, imprimo-o em cada átomo da terra, em cada folhinha da grama que seus santos pés pisam. Do mesmo modo como Tu corres para me dar a vida, assim eu quero oferecer minha existência para defender a tua e para pedir o triunfo de tua Vontade. Meu amor, sinto rasgar meu coração ao ver-te chorar e ao escutar-te soluçar amargamente por que estão perseguindo-te até a morte. 
Para acalmar teu pranto, quero, com meu amor, recorrer todo o universo, e para te alegrar quero te fazer ouvir meu "eu te amo" e meu estribilho: "Dá-me teu Fiat", desde a profundidade dos mares, desde cada gota de água, desde os peixes que nelas se agitam; quero percorrer sobre os montes mais altos, e nos vales mais extensos, para animar as plantas, flores, árvores, e por todos, repetir: "eu te amo, te amo".  Sobre as asas do vento quero fazer chegar a ti, com fortíssima voz, o eco de meu amor, por meio de suas rajadas quero fazer chegar a ti meus beijos e oferecer-te minhas carícias amorosas. Meu querido menino, enquanto foges, eu envio meu convite a todas as coisas criadas, a fim de que elas alegrem ao seu Criador: chamo a luz do sol, para que, iluminando teu belo rosto, diga  “eu te amo”; chamo a todas as aves do ar, a fim de que, com seus cantos  e trinos, elas te formem arrulhos de amor; em uma palavra, uno-me a todos os elementos, ao céu e as estrelas, aos montes e aos mares, às plantas  e aos animais para gritar com eles, a uma só voz: "Nós te amamos, te amamos muito, e por isso queremos sobre a terra a vinda de tua Vontade reinante e dominante!” 
Esse grito unânime ressoa na alma da Mãe Rainha, pelo qual também Ela te diz: "Olha meu Filho, meu amor se harmoniza com aquele de todas as criaturas e as une em si, e com elas, penetrando mais profundamente em teu coração, peço-te também Eu, que tua Vontade venha a reinar sobre a terra!". 
Meu terno bebezinho, meu "eu te amo, te bendigo, te agradeço", te segue por todas as partes para te pedir teu Fiat. Em cada batida do teu coração e em cada respiração, sobre tua língua, e na pupila de teus olhos, em todas as gotas de teu sangue, na tua pequena Humanidade, em cada um de teus santos pensamentos, eu quero imprimir meu " eu te amo" com meu beijo. Desejando que Tu encontres esse meu "eu te amo" no abraço que te dão a Mãe Celestial e São José, eu coloco-o entre seus braços. Quero que o sintas até na respiração dos animais que te esquentam e estão a teus pés em muda adoração. Meu gracioso bebezinho, para implorar o teu Fiat Divino eu submerjo meu "eu te amo" na dor que sofreste pelo cruel corte da circuncisão, em cada gota do primeiro sangue que derramaste, coloco-o nas lágrimas que te arrancou a violência da dor, e naquelas que verteram a Soberana Rainha e São José ao te ver sofrer.  
Aquele sangue, aquela dor, aquelas lágrimas, imploram, com voz forte, o triunfo do teu reino! 
Meu querido menino Jesus, estreitando-te ao meu coração para amenizar o sofrimento que te causa a dolorosa ferida, eu te suplico que encerres nela todas as vontades humanas, para conceder-nos, em troca, a Vida de teu Divino Querer. Amém Fiat!



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Décima Segunda Hora


A alma está com Jesus no Egito. Ela lhe oferece o coração como alojamento, e pede, com a Rainha do Céu o reino da Divina Vontade. 

 Meu querido menino Jesus, eis que já chegaste ao Egito. Acompanhado pela dor e pelas lágrimas, pelo esquecimento e pelo abandono de todos, és obrigado a entrar em uma pequena cabana, exposto 
aos ventos e a chuva, porque ninguém no mundo te oferece uma morada decente.  
Oh, como sofres meu menino ao ver que tua pequena Humanidade sofre a mesma sorte de tua adorável Vontade, à Qual ninguém, espontaneamente oferece por habitação sua própria alma para fazê-la reinar! Ela também vaga por longos séculos, pede alojamento e não o obtém. 
Meu Amor, eu vejo que, enquanto Tu choras pela dor que te causa tanta crueldade, nossa Mãe oculta suas próprias lágrimas para acalmar teu pranto e oferece sua bela alma como morada perene à tua Divina Vontade. 
Também eu, quero me unir a Ela para secar teu rosto e para imprimir meu "eu te amo" em cada uma de tuas lágrimas, sobre teus lábios que tremem eu coloco meu beijo amoroso e, pedindo teu Fiat, ofereço meu coração a tua Vontade Divina como perpétua morada. 
Meu amado menino, centro de minha vida, enquanto Tu habitas nessa cabana, eu quero seguir todos os teus atos e os atos da Soberana Celestial. Sim, quando Ela te embala, quero te embalar também eu, e fazer que concilies o sono com o estribilho do meu terníssimo "eu te amo... eu te amo..." 
Enquanto Ela costura uma roupinha para cobrir-te, quero esconder no fio que corre entre seus maternos dedos meu "eu te amo, te bendigo, te agradeço, te adoro", afim de que, não apenas nossa Mãe tenha te vestido, Tu possas sentir que tua veste está costurada com meu amor e com meu desejo de teu Fiat Divino. 
Coração de meu coração, quando deres teus primeiros passos, quero imprimir meu "te amo" sobre a terra que teus pezinhos pisarão, e quero te proteger com meus braços, de maneira que se chegas a cambalear, eu prontamente te abraçarei e te estreitarei ao meu coração. 
Vejo meu celestial menino, que apenas começas a caminhar sozinho, ainda tão pequeno, já apartas-te de tua Mãe e colocando teus pequenos joelhos 
sobre a terra nua, e com os bracinhos abertos, rezas e choras pela salvação de todos, pedindo com ardentes suspiros o Reino de tua Divina Vontade. Oh, como bate forte teu coraçãozinho! Parece que quer se romper pela veemência do amor e da dor. 
Meu Pequeno Jesus, deixa que eu coloque meu "eu te amo" embaixo de teus joelhos, para fazer com que a terra seja menos dura a teus ternos membros; deixa que eu imprima meu "eu te amo" no meio de tuas mãozinhas abertas e que sustente teus pequenos braços com os meus, para que Tu não tenhas que sofrer tanto. E enquanto eu te sustento, Tu, meu amado, toma-me entre teus amáveis braços, oferece-me ao Pai Celestial como pequena filha de tua Divina Vontade e concede-me a graça de que Ela reine em mim e em todas as criaturas. Amém Fiat!
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Décima Terceira Hora



A alma assiste a primeira saída do amado menino Jesus no meio das crianças do Egito, vê que os abençoa e roga que também Ele, sele com sua benção, as vontades humanas. 


Meu celestial menino, eis que agora o teu amor te impulsiona a sair da pequena cabana.  Os meninos do Egito, atraídos por tua beleza, colocam-se em torno a ti, e Tu lhes falas com tal doçura que os deixa arrebatados. 
Depois de tê-los abençoado, regressas depressa à tua Mamãe, porque seu amor te atrai e te lanças em seus braços. Meu amor, quero te seguir em tudo; quero fazer ressoar meu “eu te amo, te adoro, te bendigo, te agradeço” embaixo de teus ternos passos, no movimento de tuas mãozinhas, em tuas palavras tão amáveis e cheias de vida, em teu olhar fascinante, para te pedir o reino de teu Fiat. 
Enquanto abençoas as crianças, abençoa também minha alma e sela nela, com tua benção, a Vida de tua Vontade. 
Sigo-te, Divino Menino, enquanto passeias pelos campos e te deleitas em colher as flores. Cada vez que estendes a mão em cada uma delas, quero repetir meu estribilho: “te amo, te amo”. Entretanto, rogo-te que ofereças a teu Pai Celestial a flor de minha pequena alma, a fim de que ela não conheça outra coisa, nem ame, nem queira, se não somente teu Santo e Eterno Fiat. Amém Fiat!



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Décima quarta hora



A alma segue a Jesus que, depois do exílio regressa a Nazaré, e com a chuva de seu “eu te amo”, lhe pede com mil vozes, que venha seu Reino Divino. 


Menino Jesus, minha vida, vejo que terminado o exílio, regressas a Nazaré; agora quero te seguir, passo a passo, ainda mais, quero te acompanhar sob uma chuva de “eu te amo, te adoro, te bendigo”, e para isso, chamo em minha ajuda a luz do sol, para que disperse seus raios cheios de “eu te amo”; convido as estrelas para que façam chover sobre ti centelhas de “eu te amo”; ordeno a impetuosidade do vento que geme, uiva e silva, que espalhe rajadas e sopros de “eu te amo”; chamo a todos os pássaros do ar para que te acompanhe com seus gorjeios, cantos e trinos, repetindo “eu te amo, te amo”; aos cordeiros para que balem “eu te amo”; ao mar lhe peço que saia de seus limites, com suas ondas, para acompanhar-te com a fragrância de seus “eu te amo”. 
Mas já estás chegando a Nazaré, entras em tua casinha. Permita que eu também penetre junto Contigo nesse sagrado recinto, e ali continue te oferecendo o cântico de meus “eu te amo” para vencer-te com o amor e para obter aquilo que Tu mesmo queres, e o que a Mãe Rainha anseia, isto é, que tua Vontade seja conhecida por todos e reine no meio das criaturas. 
Jesus, minha vida, eu fico Contigo para selar com meu “eu te amo, te adoro, te bendigo, te agradeço”, cada uma de tuas ações e para pedir incessantemente o Reino de teu Querer. No alimento que tomas imprimo meu “eu te amo” para te pedir o alimento de tua Vontade para todas as criaturas; na água que bebes faço correr meu “eu te amo”, para te pedir que a água pura de teu Querer corra em nossas veias e aí forme sua vida. Este meu “eu te amo” te segue por todas as partes: Quando tomas entre tuas mãos pregos e martelos para teus trabalhos, eu te peço que encraves com eles todas as vontades humanas para dar novamente liberdade de vida a teu Querer. Quando te retirares ao teu quarto para orar e dormir, eu não quero te deixar sozinho, e colocando-me junto a ti, se não sei te dizer outra coisa, sussurrar-te ei incessantemente ao ouvido: “eu te amo, te adoro”, e pedir-te-ei com tuas mesmas orações o reino de teu Fiat, e com teu mesmo sono te pedirei que adormeças a vontade humana, a fim de que já não tenha mais vida. 
Meu Divino Jesus, eu me sentiria infeliz se não puder te seguir em tudo, e se não te fizer ouvir sempre meu estribilho: “eu te amo, te adoro, te bendigo, te agradeço”. Por isso te sigo na idade de doze anos ao templo, quando te escondeste de tua Mamãe, e lhe causaste a amarga dor de tua perda. Eu faço correr meu “eu te amo” na consternação de tua Mamãe e na tua angustiosa perda, para pedir-te que se perca para sempre a vontade humana, e as criaturas se decidam a viver constantemente só da Divina Vontade. Amém Fiat



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Décima Quinta Hora



 A alma segue Jesus ao deserto, e detendo-se no Jordão,
lhe pede o benéfico batismo da Divina Vontade,
a fim de que todos recebam sua vida. 


Meu Celestial e Sumo Bem, quero te seguir por todas as partes. Já vejo que estás pronto para sair ao deserto e para separar-te de tua Mãe, à qual lhe dizes: “Adeus Mãe, eu me ausento, mas te deixo meu Fiat Divino como ajuda, consolo e vida. Ele servirá como meio de comunicação entre Tu e Eu; meu Querer te fará participar de cada um de meus atos, de tal modo, que Nós, mesmo distantes, permaneceremos tão unidos, que sentirmo-nos como uma só pessoa”. 
Minha vida, Jesus, toma-me pela mão e leva-me Contigo, a fim de que não perca nada do que farás, porque quero selar tudo com a marca de meu amor. Para pedir-te o reino de tua Vontade Divina sobre a terra, eu te sigo passo a passo com meu “eu te amo, te adoro, te bendigo, te agradeço” enquanto caminhas sozinho. A cada respiro teu quero te fazer aspirar o sopro do meu “eu te amo”, quero encerrar cada palavra tua no meu “eu te amo” e oferece-lo em cada um de teu olhar.  
Enquanto chegas ao Jordão, submerjo naquelas águas meu “eu te amo”, e assim, no momento em que São João derrame a água sobre tua cabeça para batizar-te, Tu sentiras correr nela a plenitude de meu amor, que implora para todas as criaturas a água batismal de tua Divina Vontade, e o advento de seu reino. 
Meu amor, neste ato solene de teu batismo eu te peço uma graça, que Tu, com certeza, não me negarás: Rogo-te que purifiques com tuas mãos minha pequena alma, mediante a água vivificante e criadora de tua Divina Vontade, a fim de que nada escute, nada veja e nada conheça, se não somente a Vida de teu Fiat. Oh, sim, te rogo, faz que minha existência não seja outra coisa a não ser um ato ininterrupto de tua Vontade! 
Meu Jesus, doce Amor, permita que eu te siga no deserto, ali, meu “eu te amo” não te deixará sozinho jamais, eu permanecerei perto de ti noite e dia, e quando te ver angustiado, aflito, delirante de amor, orando e chorando pelo isolamento que sofre tua Divina Vontade, nesse momento, consolar-te-ei com o grito de meu “eu te amo”. 
Sentes vivamente a dor, não apenas porque tua Vontade não reina entre as criaturas, mas porque é colocada de lado por elas. Por isso tua Santíssima Humanidade chora e implora em nome de toda a família humana, para que ambas as vontades, humana e Divina, façam as pazes e se fundam juntas. Oh Jesus, faço minhas tuas lágrimas, tuas orações, apodero-me dos espasmos de teu ardente coração, e entrelaçando-os com meu “ eu te amo”, formo doces correntes de amor, para obrigar-te a conceder-me o reino de tua Divina Vontade sobre a terra. Escuta, minha Vida, são teus mesmos batimentos, teus suspiros, são tuas lágrimas, tuas orações e tuas penas que querem e imploram o reino de teu Fiat, por isso, se não queres escutar-me a mim, escuta a ti mesmo, e saindo do deserto, assegura-me que logo virá à terra o reino de teu Querer. Meu Jesus, coração de meu coração, eis que saindo do deserto, chegas com pressa a tua casa em Nazaré, onde o amor da Mãe Celestial incessantemente te chama e te espera. Que cena tão comovedora é esta! A Mãe e o Filho, empurrados por uma mútua e extrema necessidade de voltarem a se ver, lançam-se nos braços um do outro. Oh, Jesus, eu também quero participar com a pequena chama de meu “eu te amo” em vossos castos abraços e em vossos incêndios de amor, para vos pedir o reino do Supremo Querer! 
Mãe Santa, peça também para mim esta imensa graça, e roga para que a Divina Vontade seja conhecida e reine assim na terra como no Céu. Amém Fiat!


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Décima Sexta Hora



A alma segue Jesus no casamento de Caná e pede que ele mude
a vontade humana para a divina.
Ela o está seguindo em sua vida pública.



Jesus, meu amor e minha vida, vejo que antes de começar tua vida pública, o amor de teu coração ardente te conduz a assistir com tua Mãe as bodas de Caná, e eu te sigo com meu "eu te amo". 
Sinto que teu coração bate de ternura e de dor, porque recorda haver abençoado outras núpcias no Edén, as de Adão e Eva inocentes. Mais ainda, aquelas núpcias foram dúplices: Núpcias entre tua Divina Vontade e a vontade humana e núpcias entre o homem e a mulher, aos quais davas por dote toda a Criação, mas sobre tudo tua Divina Vontade palpitante em seus corações e em cada coisa criada. Oh meu Jesus, eu quero me colocar perto de ti para revestir teu doce olhar, tua voz melodiosa, teus modos fascinantes com meu "eu te amo, te adoro, te bendigo, te agradeço". 
Por aquele amor que te impeliu a ceder às súplicas da Soberana Rainha que te pedia para transformar a água em vinho, rogo-te que queiras cumprir o grande milagre de mudar a vontade humana pela Divina, e assim, Ela possa reinar assim na terra como no céu. 
Mãe Santa, Tu que mostraste tanta solicitude ao ir em auxílio daqueles esposos, peço-te, tem agora igual pressa em fazer reinar sobre a terra o Santo Querer de Deus. 
Jesus, meu doce bem, para obrigar-te a contentar-me, sigo-te sem jamais te deixar, e revisto cubro todos os teus atos com meu "eu te amo", e sussurro-te incessantemente ao ouvido: "Dá-me teu Fiat que palpita em teu coração; dá-me teu querer que fala em tua palavra, que trabalha em tuas mãos, que caminha com teus passos". Ah, escuta em minha voz tua mesma voz e concede-me que todos vivamos de teu Fiat! 
Meu Jesus, minha amada vida, vejo que estás separando-te de tua Mãe, mas vossos Quereres não se separam. Tu partes para dar início a tua vida pública e diriges teus passos em direção a Jerusalém para anunciar no templo tua divina palavra, e para dizer abertamente que tu és o esperado das gentes, o Messias suspirado. Quanta violência sofre teu coração, quantas dores! Aqueles que te escutam, ao invés de se jogarem aos teus pés para receber-te como seu Celestial Salvador, olham-te com olhos mal-encarados, e resmungando se afastam enquanto Tu ficas só, forçado pela ingratidão daquela gente a mendigar o pão e a afastar-te da cidade. 
E assim, sozinho, sozinho, tendo por cama a terra, por teto o céu estrelado, passas as noites em lágrimas e em oração, suplicando por aqueles mesmos que não querem te reconhecer. Jesus, meu Amor, vem entre meus braços para tomar um pouco de alívio, quero chorar e orar Contigo, quero te oferecer o cortejo de meu "eu te amo, te adoro, te bendigo, te agradeço" nas penas que sofres, nas lágrimas que derramas, nas palavras que pronuncias e que ficam sem serem escutadas; quero colocar meu "eu te amo" em frente, atrás e debaixo de teus passos, para que teus pés não sintam a dureza da terra ingrata, se não somente a brandura de meu amor; quero te dizer: "Olha, oh Jesus, porquê sofres? Faz que tua Divina Vontade reine entre nós, e teus sofrimentos cessarão imediatamente! Amém Fiat!



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Décima Sétima hora



A alma segue a Jesus em seus milagres, e lhe pede que faça o grande milagre de fazer ressurgir todas as almas na Divina Vontade.


Meu Jesus, vida de meu pobre coração, teu amor não se detém, e por isso regressas ao templo para comunicar aos povos tua divina palavra.
E enquanto os grandes e os doutores não querem te reconhecer, eis que uma multidão de pobres, de ignorantes e de enfermos se reúne em torno a ti, atraídos por teus afáveis e doces modos e por tua voz fascinante.
Enquanto falas, eles sentem que lhes “feres” o coração; uma veia de felicidade se abre na tua alma, porque sentes que ao menos podes consolar, instruir e curar aqueles que são considerados os rejeitados da sociedade; desse modo, chegas a ser o Amigo, o Mestre, o Médico piedoso dos pobres; para todos tens palavras de consolo e nem recusas tocar seus membros enfermos para curá-los.
É sempre um espetáculo comovente ver-te rodeado por cegos, mudos, surdos, coxos, paralíticos, leprosos. Todas essas misérias humanas perfuram teu coração divino, e o fazem tremer. Oh, como se rasga o coração ao ver transformada em miséria aquela mesma natureza humana que saiu tão bela e tão perfeita de tuas mãos criadoras! É a vontade degradada que, produzindo seus péssimos efeitos, torna a humanidade tão infeliz.
Ah, meu Amor, faz com que teu Fiat volte a reinar em nosso meio, e coloque em fuga a infelicidade que está produzindo o querer humano!
Eu faço correr meu "eu te amo" no Teu ato mediante o qual restauras a vista aos cegos, a fim de que todos os homens adquiram o conhecimento de tua Divina Vontade. Quantos cegos existem que não descobrem teu Querer Divino...! Oh Jesus, de coração te peço que concedas a todos a graça de conhecer e observar tua Santíssima Vontade!
Vejo, meu Amor, que Tu, com o império de tua voz dás a audição aos surdos. Meu "eu te amo" corre no som de tua ordem, e te pede que restituas o ouvido a tantos surdos à tua Divina Vontade.
Tu desatas a língua dos mudos, e eu, prostrada aos teus pés, aproximo-me de teus joelhos e te suplico que liberes as línguas que não sabem pronunciar teu Fiat Divino, a fim de que todos os homens, indistintamente, falem a linguagem de tua adorável Vontade.
Meu Jesus, teu paterno coração sente forte dores pelas misérias humanas, por isso Tu semeias milagres para chamar a Divina Vontade a reinar no meio das criaturas: endireitas os coxos, limpas os leprosos, curas os paralíticos; e eu, meu Celestial Salvador, acompanhando-te sempre com meu "eu te amo, te adoro, te bendigo, te agradeço", peço-te para corrigir quem caminha mancando em teu Querer, peço-te que purifiques as humanas gerações da lepra da vontade humana que as torna deformadas no espírito e até no corpo, peço-te que cures todos aqueles que estão paralisados no seu livre arbítrio.
Meu Amor, a vontade humana é a semeadora de todos os males, por isso rogo que faças o milagre dos milagres, ou seja: “Que tua Vontade reine assim na terra como no Céu!" Para que toda miséria moral e física acabe.
Meu Amado Bem, durante tua vida pública, espalhastes incessantemente tua divina palavra e em todas as partes consolastes os aflitos: encontrando uma mãe que chora e acompanha seu próprio filho à sepultura, não resistes às lágrimas dessa mulher; Tu te aproximas-do ataúde, ressuscitas o jovem e o devolves a sua mãe.
Meu Amor, meu "eu te amo" te acompanha enquanto devolves a vida a quem a perdeu, e pede que chames à vida tantas almas mortas ao teu Divino Querer, para secar as lágrimas da Divina Vontade que, mais do que uma mãe, ainda chora depois de tantos séculos, vendo que grande parte de seus filhos estão mortos para ela. Amém Fiat!


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Décima Oitava Hora



A alma segue Jesus em vários episódios de sua vida pública.


Meu Jesus, minha dulcíssima vida, teu amor te faz ir por todas partes. Chamado a ressuscitar uma menina não te negas, e tomando sua mão na tua, chamas à vida e levantando-a dizes: "A menina não está morta, mas dorme".
Quantos são, meu amor, os que dormem no sono da sua vontade humana! Por isso, quero fazer correr meu "eu te amo" no ato de ressuscitar a jovenzinha, para pedir-te que estendas tua destra sobre todos os homens e os chames à Vida de teu Soberano Querer. Só com o toque de tua mão criadora, com um ato de tua potência libertarás estas almas do letargo em que jazem, e formarás tua primeira milícia do Reino de teu Fiat Divino.
Meu piedoso Jesus, outra cena comovedora te espera: Marta e Maria saem chorosas ao teu encontro para dizer-te que seu irmão está morto, e Tu te entristeces de tal modo que choras com elas e pedes que te levem ao sepulcro de Lázaro. Chegando ali, ordenas que se abra a sepultura; estremeces, tremes, choras, e depois, com voz imperiosa mas trêmula pela intensidade da dor, dizes: "Lázaro, vem para fora!" E dessa maneira o ressuscitas.
Meu Amor, por que choras e sofres tão intensa dor? Porque Lázaro morto representa toda a humanidade enraizada no mal e feita como podre cadáver pela vontade humana.
Oh, sim, vida de meu coração, deixa que eu também chore contigo e que revista cada uma de tuas palavras com meu "eu te amo" e com meu "eu te adoro" para induzir-te a repetir a cada alma aquilo que disseste a Lázaro: "Venha para fora do sepulcro de tua vontade humana e entra novamente na vida de minha Divina Vontade!"
Meu amável Jesus, não te abandono um só instante e por isso te sigo junto a teus discípulos. Vejo que enquanto dormes na barca (repouso que simboliza aquele que queres conceder a quem vive em teu Divino Querer), uma tempestade é desencadeada e perturba os Apóstolos, os quais te despertando gritam: "Mestre, salva-nos, senão pereceremos!
Meu Jesus, esta tormenta reproduz ao vivo a horrível tempestade que provoca a vontade humana. Também ela, levantando suas ondas impetuosas no mar da vida, ameaça nos afogar. Com meu "eu te amo", uno-me aos Apóstolos para suplicar-te: "Mestre, salva-nos, de outro modo estamos perdidos". E com aquele mesmo domínio que impusestes àquela tempestade para acalmá-la, ordena hoje que a tempestade da vontade humana se acalme, e pacifica nosso querer com o teu, para nos fazer repousar nos braços seguros de teu Fiat Supremo.
Meu amado bem, vejo que diriges novamente teus passos a Jerusalém e eu te acompanho com meu "eu te amo, te bendigo, te agradeço".
Mas, que dor não sofres em teu divino Coração quando vês que o templo, a casa de teu Pai, é profanada como se fosse um lugar de comércio? 
Diante disso, Tu te encolerizas, pegas chicotes e com tua autoridade divina golpeias à direita e à esquerda e derrubas tudo, deixando uma bagunça e expulsando os profanadores. Diante da força de teu ato imperante ninguém se opõe e todos fogem.
Meu Jesus, revisto aqueles chicotes com meu "eu te amo" para pedir-te que os empunhes novamente, e tires a nossa vontade humana que ousou profanar teu templo vivo em nossas almas; peço-te, golpeia essa vontade humana de tal maneira que não tenha mais a coragem de dominar as almas, mas que ceda totalmente seu lugar a tua Vontade Divina! Amém Fiat!



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Décima Nona Hora


A alma segue Jesus em sua entrada a Jerusalém e pede-lhe a vitória da Divina Vontade na vontade humana. Segue-o depois na instituição dos sacramentos.

Amante Celestial, meu "eu te amo" te segue na entrada triunfante que fizestes em Jerusalém; e imprimo meu “eu te amo” em todos os lugares: nos ramos de palmas, sobre os mantos que são colocados a teus pés e nos gritos de: hosana! com que a multidão te acolhe.
Meu Divino Rei, teu aspecto de conquistador vitorioso parece querer me dar a boa nova de que logo chegará o Reino de teu Fiat Divino à terra. Por tal finalidade não te deixarei, nem me cansarei de te seguir com meus "eu te amo", até que Tu mesmo me prometas seu feliz advento.
Mas, parece que me sussurras ao ouvido: "Oh alma, segue-me, meu amor sente a necessidade de tua companhia; meus inimigos invejosos pelos gritos de hosana! das multidões buscam tirar-me a vida e, por isso, antes de morrer quero instituir o Sacramento da Eucaristia, para deixar uma última lembrança do intenso amor que nutro por meus filhos, e para poder fazer minha vida perene no meio deles. Aproveita deste meu dom para pedir sem interrupção meu Fiat Divino".
Meu Amor, estreito-me a Ti para colocar meu "eu te amo" em cada um dos Sacramentos que instituístes. Coloco meu “eu te amo” em cada Batismo que se administra, para pedir que, em virtude dele, concedas a cada batizado o Fiat Divino. Repito-o a ti no Sacramento da Confirmação, para invocar a vitória de tua Divina Vontade em cada confirmado.
Este meu "eu te amo..." eu o selo também no Sacramento da Unção dos Enfermos para obter que cada moribundo cumpra o último ato de sua vida em tua Divina Vontade.
Imprimo-o no Sacramento da Ordem Sagrada para pedir-te que os Sacerdotes sejam conforme teu Querer, e, assim, eles possuam e estendam teu Santo Reino.
Meu "eu te amo..." imprimo-o no Sacramento do Matrimônio, para implorar-te famílias formadas na escola de teu Fiat Divino.
Coloco-o também no Sacramento da Penitência para pedir-te que dês, em cada confissão dos fiéis, morte ao pecado e vida a tua Divina Vontade.
Jesus, Meu Salvador, quero que meu "eu te amo" não te abandone nunca e seja eterno Contigo, por isso, deixo-o com meu “Eu te adoro, te bendigo, te agradeço”, em cada Hóstia Sacramental, em cada lágrima secreta que derramas em toda partícula consagrada, em cada ofensa que recebes e em toda reparação que fazes, para pedir, em união Contigo, que o Reino de tua Divina Vontade domine assim na terra como no Céu.
Meu Arqueiro Celestial, fere, de cada Sacrário, as vontades humanas, estende sobre elas tuas correntes de amor, usa todas as tuas estratégias amorosas para vencê-las, e em seguida dá-nos em troca teu Querer para que seja um com o nosso, assim na terra como no Céu. Amém Fiat!



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Vigésima Hora



A alma segue Jesus no jardim e nas tristezas de sua paixão.


Meu afligido Jesus, agora que ficaste no Sacramento da Eucaristia para poder descer em cada coração, colocas-te à disposição de tuas criaturas e dize-lhes: "Não os deixo, permaneço com todos vocês para poder formar o Reino de minha Divina Vontade em seu meio, meus filhos." Teu amor se sente assim sossegado, e deste modo, entras generosamente no mar de tua Paixão.
Vejo que teus passos se dirigem ao Horto de Getsêmani, que te prostras por terra e oras; enquanto isso, tua respiração fica pesada: Tu te afliges, suspiras, agonizas e suas sangue.
Tudo se faz presente: os pecados de todos os homens, as penas de tua Paixão as quais levam o infame selo da arma homicida da vontade humana, que faz guerra a um Deus.
Meu agonizante Jesus, meu pobre coração não suporta te ver caído por terra, banhado com teu próprio sangue. Em virtude de teu martírio tão cruel, peço-te que tua Divina Vontade estenda seu Reino sobre a terra e com suas armas divinas dê morte ao querer humano e tome seu divino lugar em cada coração. 
Meu Jesus, quero te levar consolo fazendo correr meu "eu te amo, te adoro, te bendigo, te agradeço" em cada gota de sangue que vertes, em cada uma de tuas penas, aflições e suspiros.
Com meu "eu te amo..." quero te formar nuvens altíssimas, para que ocultem à tua vista o horrível espetáculo de tantos pecados.
Oh Jesus, se teu Divino Querer reinasse não te encontrarias em tantas penas, nem sofrerias uma agonia tão desoladora; por isso, antes de que deixe este Horto, assegura-me que logo chegará o triunfo de teu Reino, o Reino da Divina Vontade.
Meu afligido Jesus, teus inimigos já estão no Horto e te atam com cordas e correntes, pisoteiam-te, arrastam-te e te levam de tribunal em tribunal.
Meu Amor, eu te sigo passo a passo para selar todos os teus sofrimentos com meu "eu te amo..." e para pedir-te que, com as mesmas cordas e correntes com que estás atado, tu queiras atar nossa vontade rebelde para que ela não se oponha mais à tua Divina Vontade, mas que a faça reinar.
Meu Jesus, teus inimigos não dão descanso, enchem-te de tristezas, cobrem-te de cusparadas, acusam-te de ser um malfeitor e depois de condenar-te à morte, colocam-te na cadeia.
Meu prisioneiro Jesus, eu não te deixo sozinho, meu "eu te amo..." reveste aquelas cusparadas fedorentas para que não sintas náuseas, mas encontres nelas a doçura do meu amor.
Quero te cobrir com meu "eu te amo..." para te proteger de todos os insultos que te dizem, para que adoce teu sofrimento e se transforme na arma de defesa que coloque em fuga teus inimigos.
Meu "eu te amo..." te sirva de luz na obscura prisão que te colocam, faça companhia a ti e te induza a libertar-nos da prisão de nossa vontade para nos fazermos filhos de teu Fiat Divino.
Meu atormentado Jesus, teus inimigos te tiram da prisão com a bárbara intenção de reservar-te sofrimentos maiores e te fazer morrer.
Arrastando-te, conduzem-te a diversos tribunais, de Pilatos a Herodes, os quais, zombando, chegam ao extremo de fazer com que te vistam como louco, causando-te sofrimentos inauditos.
Quanto sofres, meu amor! Com meu "eu te amo..." quero formar um vestido de luz que deslumbre e humilhe os teus inimigos e os convença a não te atormentar, mas a te reconhecer como seu Rei. E Tu, tem misericórdia e cura-nos da loucura que nos coloca o querer humano, loucura que nos faz perder a razão do verdadeiro bem, porque nos impede de cumprir a Divina Vontade. Amém Fiat!


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Vigésima Primeira Hora


A Alma continua seguindo Jesus nas penas de sua Paixão.


Meu atormentado Jesus, eis que te conduzem outra vez a Pilatos. Lá novos sofrimentos te esperam.
Depois de te haver condenado à flagelação, despojam-te de tuas vestes e te atam à coluna para flagelar-te barbaramente. Abraço teus divinos pés e faço ressoar em cada golpe que recebes meu "eu te amo..." Em cada pedaço de carne que te arrancam, em cada chaga que se forma em teu corpo, quero gritar meu "eu te amo...", para implorar que Tu nos despojes da veste da vontade humana e nos cubras com aquela do Querer Divino.
Meu flagelado Jesus, estás irreconhecível; meu coração não suporta tanto tormento e teus inimigos ainda assim não estão contentes. Quisera te colocar a salvo com meus "te amo, te adoro, te bendigo, te agradeço"; quisera te arrebatar daquelas mãos perversas! 
Longe de ter piedade de Ti, os verdugos infames te coroam de espinhos, cobrem-te com um manto vermelho esfarrapado e, tratando-te como um rei de mentira, colocam um cetro de cana em tuas mãos.
Meu Jesus, minha vida, meu "eu te amo..." adorne cada espinho que transpassa tua cabeça e adoce tua dor atroz. E Tu, removendo a coroa de zombaria com que nos coroou o querer humano, despoja-nos de seu manto vermelho esfarrapado e tira de nossa mão o cetro de cana de tantas obras vazias. Dai-nos a coroa de teu Divino Querer, concede-nos seu manto real que nos faz teus verdadeiros filhos e faça com que o cetro real de teu Fiat governe e domine nossas almas.
Jesus, meu Rei, meu "te amo" penetra nas zombarias da plebe ébria de sangue e manifesta meu amor no momento em que ressoa em teus ouvidos a injusta condenação de morte: "Crucifica-o, crucifica-o". Eu também farei escutar fortemente meu grito colocando meu "eu te amo" em cada voz e sobre os lábios de todas as criaturas. 
Oh Jesus, seja crucificada a vontade humana e que reine a Tua Vontade!
Pela dor que sofrestes ao ser condenado à morte, livra-nos da morte à qual as almas condenam ao teu Fiat; faz com que nossa vontade morra para si mesma e que teu Divino Querer ressurja dominante e forme seu Reino em todos os nossos atos. Amém Fiat!


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Vigésima Segunda Hora



A alma segue Jesus ao Calvário; considera suas dolorosas penas e pede-Lhe que a Divina Vontade triunfe no meio das criaturas.


Meu Amor, meu coração não pode mais! No instante que te apresentam a Cruz, Tu a abraças e a carregas sobre teus ombros.
Oh Jesus, quero cobrir toda a tua Cruz com meus "eu te amo, te adoro, te bendigo, te agradeço" e te pedir que, em virtude dela, todas as tuas penas tragam às criaturas a virtude de teu Fiat e as disponham a receber seu domínio. 
Quero gritar em cada um de teus sofrimentos, em cada gota de teu sangue, em cada queda, em cada puxada de teus ensanguentados cabelos, em cada empurrão que recebes: "Venha o Reino de tua Divina Vontade!"
Meu apaixonado Jesus, já chegas arrastado e pisoteado até o monte Calvário. Já te despojam de tuas vestes, estendem teu corpo sobre a Cruz e entre espasmos inauditos te crucificam. Meu "eu te amo" passa sobre teus membros destroçados, em teus ossos deslocados, nas feridas dos cravos.
Imprimo meu "eu te amo" em todas as tuas penas e te peço, oh meu amor, que nos despojes de tudo o que impede a tua Divina Vontade de reinar em nossos corações.
Meu crucificado Jesus, agonizas e convulsionas sobre a cruz. Que meu "eu te amo..." sele teus espasmos, as agudas dores de teu Coração e as chamas de amor que o devoram; meu "eu te amo..." te sirva de refrigério, extinga tua sede ardente e sele todas as palavras que pronuncias na Cruz.
Recebendo no meu "eu te amo..." teu último suspiro, suplico-te, por todas as penas atrozes que sofreste na Cruz, que infundas em nós um ardente desejo de viver na tua Divina Vontade.
Com tua morte, dá morte ao nosso querer e vida a teu Fiat em todos os corações, para que Ele, triunfante e vitorioso, se estenda sobre toda a família humana e reine nela assim na terra como no Céu. Amém Fiat!


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Vigésima Terceira Hora


A alma se fecha no sepulcro com Jesus para sepultar com Ele sua vontade; desce ao “limbo” para pedir, junto com todos os Santos, o Reino da Divina Vontade.


Meu amor, já estás morto! Oh, como eu quisera morrer junto contigo! Mas, por desgraça isso não me é concedido e por isso exclamo: “Fiat! Fiat!”
Quero te receber em meus braços para encerrar tua santíssima humanidade em meu eu te amo...", assim, não verá nada além do meu "eu te amo...", não escutará senão meu "eu te amo...", não terá mais contato a não ser unicamente com meu "eu te amo...". Este meu “eu te amo, te adoro, te bendigo, te agradeço" não te abandonará nenhum instante!
Meu morto Jesus, quero te oferecer uma sepultura digna de Ti! Meus "eu te amo...” eu selo nas paredes e nas pedras de teu sepulcro, e junto com meus "eu te amo..." peço-te para sepultar minha vontade humana de maneira que ela não tenha nunca a possibilidade de voltar a vida.
Acompanhando-te sempre com meu "eu te amo...", sigo-Te junto com tua dolorosa Mãe ao “limbo”. Oh, que cena comovedora! Neste lugar santo encontra-se nosso primeiro pai Adão, estão Abraão, todos os Patriarcas, os Profetas, o querido São José e todo o povo justo do Antigo Testamento. Aquelas almas santas ao ver-te se regozijam e, prostrando-se aos teus pés, adoram-te, bendizem-te, amam-te e agradecem-te. Mas, parece que não é completa sua festa, porque todos em coro te dizem: "Doce Salvador, damos graças a ti por tudo que fizeste e sofreste por nosso amor! Mas agora que nos redimistes, cumpre tua obra: faz com que tua Divina Vontade reine na terra como no Céu!".
Não ouves, meu amor, o coro de tantas vozes tão queridas por Ti? Não ouves a mesma súplica da Rainha das Dores?
Hoje, dia de tua morte, é também o dia das tuas vitórias, do teu triunfo; concede-nos, pois, o triunfo de teu Querer sobre as vontades humanas.
Meu Jesus Vencedor, vejo que saíste do “limbo” com toda a legião dos justos e te encaminhas ao sepulcro para vencer a morte e para fazer ressuscitar a tua santíssima humanidade.
Que momento solene é este! E para festejá-lo e obter a ressurreição de tua Divina Vontade para todas as criaturas, quero espalhar por todo lado meu "eu te amo...": no sepulcro, no ato que cumpres para ressuscitar e também na mesma luz de glória que te circunda. E tu, meu amor, para festejar este dia de júbilo, derruba nossa vontade humana e faz surgir a Tua para sempre vitoriosa.  Amém Fiat!


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Vigésima quarta hora


A alma segue Jesus depois da ressurreição, assiste à sua Ascensão e pede para que possa cantar para sempre seu amoroso estribilho: “Venha à terra o Reino da tua Divina Vontade”.

Meu Jesus, depois de ter ressuscitado não partistes para o Céu, isso me confirma que Tu queres estabelecer o reino de tua Divina Vontade no meio das criaturas, e eu não te abandono em nenhum instante.
Sigo-te passo a passo com meu “eu te amo” enquanto apareces a tua Mãe; pela alegria que ambos sentiram, peço-lhes, com uma sempre e crescente insistência, o Reino de Teu Fiat.
Meu “eu te amo” te acompanha enquanto apareces à Madalena, aos apóstolos, e pede que tua Divina Vontade seja conhecida de modo especial pelos sacerdotes, os quais, por sua vez, como novos apóstolos, a deem a conhecer ao mundo todo.
Meu “te amo” te segue em todos os atos que fazes em meio aos teus discípulos depois da Ressurreição e, finalmente, convida o Céu e a terra para assistir a tua gloriosa Ascensão.
Enquanto Tu, com tua entrada triunfante no Paraíso Celestial abres as portas fechadas por tantos séculos à pobre humanidade, eu coloco meu “eu te amo” sobre aquelas portas eternas, e rogo-te que, por aquela mesma bênção que deste a todos os discípulos que assistiram à festa de tua Ascensão, que abençoes todas as vontades humanas, a fim de que elas conheçam e apreciem o dom da vida vivida em Teu Querer.
Pelo grande amor com o qual nos abristes as portas do Céu, rogo-te, oh meu glorioso Jesus, que faças descer por aquelas mesmas portas a tua Divina Vontade, para que reine na terra assim como reina no Céu.
Meu Amor, já estás sentado à direita do Pai, e eu, abismada em meu pobre e pequeno nada, adoro-te, bendigo-te, agradeço-te, e formo continuamente com meu “eu te amo” as grandes correntes que unem a terra ao Céu. 
Ah, Jesus, deixa sempre aberta as portas da Morada Celestial, a fim de que eu possa vir incessantemente aos teus pés, subir entre teus braços, para repetir sem descanso meu canto de amor: “Envia-nos o reino de teu Santo Querer, e tua Vontade Divina se faça assim na terra como se cumpre no céu!” Assim seja! Amém Fiat!

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Vida na Divina Vontade

“Venha o teu reino, seja feita a tua vontade” O PRIMEIRO FIAT DE DEUS: PAI CRIAÇÃO  O SEGUNDO FIAT DE DEUS: FILHO REDENÇÃO   O TERCEIRO FI...